terça-feira, 29 de março de 2011

História de Parauapebas.::


HISTÓRIA
Até o final da década de 60, na área onde está localizada a cidade de Parauapebas, ainda havia um imenso castanhal. A descoberta da província mineral de Carajás pelos índios de 1967, ocorreu quase que simultaneamente com a chegada da frente madeireira que provocou a devastação da castanheira e o corte indiscriminado de outras madeiras nobres, propiciando, dessa forma, a entrada de pecuaristas que ocuparam áreas para a formação de pastagens, incentivados pelo Governo Federal.

Com o surgimento de alguns garimpos de ouro na região do Sossego começou a haver um fluxo migratório em direção ao mesmo, firmando-se uma aglomeração urbana desordenada nessa rota. Em pouco tempo com as periódicas interrupções da lavra manual no garimpo de Serra Pelada, e o açoreamento dos cursos d'água às margens dos quais se situava a grande maioria dos garimpos, foram invadidas as terras localizadas à margem da rodovia PA-275, em construção, surgindo assim o povoamento do atual Bairro Rio Verde. O ano era 1981.

Paralela e simultaneamente a esse acontecimento, a Companhia Vale do Rio Doce optou por construir um núcleo habitacional fora de suas instalações, dotado de água tratada, esgotos coletados, rede de energia elétrica, hospital público e uma escola, com o objetivo de dar apoio ao projeto de exploração do minério de ferro da Serra dos Carajás. A concepção original era de que o núcleo urbano abrigasse as pessoas que desejassem instalar, em caráter pioneiro, os mais diversos empreendimentos que servissem de apoio ao Projeto, e abrigar os funcionários da ferrovia.

A notícia da construção do núcleo de Parauapebas, provocou um intenso deslocamento de pessoas para a área. Em pouco tempo, entretanto, o povoado de Rio Verde, apesar das condições inferiores em relação aos padrões do núcleo projetado, superou a população deste, e o movimento comercial também ocorreu no início, justamente no Rio Verde, local onde o núcleo urbano surgiu espontaneamente.

Posteriormente o núcleo projetado e equipado na sua infra-estrutura expandiu-se, ligando-se ao povoado pioneiro do Rio Verde, que hoje é apenas um bairro da cidade denominada Parauapebas, nome atribuído anteriormente ao Rio que separa a área do Projeto Carajás da sede do município, e que, na linguagem tupi-guarani significa, segundo alguns, "rio de águas rasas", e, segundo outros, "o grande rio branco".

CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO
O lugarejo, que já começou com uma vida pujante desde o início sentia-se abandonado pelo município-mãe, Marabá, que recolhia de Carajás todos os impostos e nada retornava para a localidade. E vista disso, a partir de 1984 o administrador local Francisco Brito (foto ao lado) juntamente com cerca de 40 pessoas, dentre elas: Evaldo da Opção, Almir da Transrodovia, Modubin, Dr. Wolner, Zé Nunes, Valdir Flausino e outros iniciaram um movimento que visava criar a independência de Parauapebas, isto é, a criação do município.

Buscou, para isso, principalmente o suporte jurídico que foi dado pelo advogado Dr. Frederico Marinho, e, a par da viabilidade jurídica, iniciou a conscientização de toda população.

Organizou um grupo, e negociou já em 1986, com o respaldado político Dr. Carlos Cavalcante, candidato a Deputado Estadual. Eleito, com ampla maioria, em 1987, para a Assembléia Legislativa, Carlos Cavalcante recebeu em mãos, em sua residência, às vésperas da posse, as primeiras peças, já redigidas, para iniciar o processo de criação do município, as quais deu entrada na Assembléia em 09 de março de 1988, na semana mesmo de sua posse. E foi assim que Parauapebas emancipou-se, através da lei nº 9.443/1988 de 10 de maio desse ano.

LOCALIZAÇÃO
O município está localizado a sudeste do estado do Pará, limita-se ao norte com Marabá, ao sul com o município de Curionópolis e a oeste com o município de São Félix do Xingú.

O núcleo urbano de Parauapebas, onde foi implantada a sede do município, está situado no curso médio e à margem direita do rio Parauapebas, encravada no sopé da Serra dos Carajás, ficando o seu eixo rodoviário principalmente entre o Km 64 e 69 da rodovia PA-275. Apresenta as seguintes coordenadas geográficas: 06º 3" de latitude sul, e 49º 55" de longitude oeste de Greenwich.

A condição geográfica de localização, proporcionou a Parauapebas uma temperatura média de 32º C. Ao lado disso, a quase ausência de ventos na base da serra, torna a cidade pouco arejada que deve ter, desde o presente cuidados relativos à poluição, para que no futuro não haja um agravamento deste aspecto natural, pela dificuldade da dispersão do ar.

CLIMA
Devido a sua posição geográfica (zona tropical), e ao relevo, o município apresenta dois subtipos de clima, o de planícies e o de montanhas. Ambos compõem, segundo a classificação do Kopen, o clima "Am" ou seja tropical, quente e úmido, com precipitação pluviométrica (chuvas) elevadas.

Caracteriza-se por uma estação seca que vai de maio a novembro chamada regionalmente "verão", quando, por diminuição acentuada das horas de insolação, a temperatura realmente alcança níveis mais baixos. O período restante do ano, quando baixa a temperatura em virtude da precipitação pluviométrica (chuvas), é chamado regionalmente de "inverno".

O subtipo climático de montanha apresenta constantemente medidas de temperaturas mais baixas, na ordem de 3 a 5 graus de diferença se comparado ao subtipo climático de planície. No verão a média é de 30ºC, e no inverno é de 28ºC no conjunto do município.

A precipitação pluviométrica é de alt no "inverno", atingindo em determinadas épocas e áreas o acentuado nível de 2800mm. A umidade relativa do ar chega ultrapassar 90% nos meses de chuva. Na época seca, a umidade relativa desce a menos de 50% e a vegetação de raízes pouco profundas, como o capim e pequenos arbustos, se ressente da falta de água e resseca. O verde luxuriante que predomina na paisagem dá lugar, no verão, a um verde-amarelado refletindo a escassez de água superficial. A vegetação florestal, de maior porte e raízes mais profundas, ressente-se menos, mas, ainda assim, tem modificado levemente sua coloração.

RELEVO
O município engloba as principais elevações que compõem a Serra dos Carajás. Este complexo montanhoso, onde se registram grandes ocorrências minerais, é composto pelos maciços de Serra Norte, Serra Sul, Serra Arqueada, Serra de Redenção e Serra do Cinzento, situadas a oeste do Rio Parauapebas (margem esquerda) e Serra do Buriti ou do Rabo, e Serra Leste ou Sereno, e Serra do Paredão, a leste do mesmo Rio. As Serras Leste ou Sereno, onde se situa Serra Pelada, e as Serras do Paredão da Redenção e do Cinzento, estão fora do Município.

Os rios Gelado (afluente do Parauapebas) e Azul, (afluente do Itacaiúnas) com nascentes próximas e direção de cursos oposta, separam a Serra Norte das elevações mais a Norte que envolvem a Colônia Jader Barbalho.

Estas elevações se constituem em continuações da Serra da Redenção. Ao longo da Rodovia PA-275, desenvolve-se uma planície entrecortada por pequenas elevações que se constituem nos contrafortes da Serra Leste ou do Sereno (ao Norte) e Buriti ou do Rabo (ao Sul). O ponto culminante do Município é o Pico da Serra Sul ou S-11, com 889m de altitude (acima do nível médio dos mares).

HIDROGRAFIA
Os limites Sul e Oeste de Parauapebas são materializados, aproximadamente, pelos divisores de água das bacias do Tocantins e Xingú. Por este motivo, todos os rios do Município fazem parte da bacia do Tocantins.

Parauapebas é banhado por dois rios, o Parauapebas e o Itacaiúnas. Ambos nascem na Serra Arqueada e correm, no município, na direção Sul-Norte. O Itacaiúnas é formado pela junção de dois ribeirões, do Água Preta e do Água Azul, que banha a localidade de mesmo nome. Em seguida, o Itacaiúnas recebe, pela margem esquerda, o rio Pium e seu curso passa a separar a Reserva Cataté dos índios da tribo Xicrim (índios de nação Kaiapó), das terras cedidas pelo Governo Federal à CVRD. A seguir o Itacaiúnas recebe, pela margem esquerda, os rios Cateté, Aquiri, Cinzento e Tapirapé, e pela margem direita o Águas Claras e o Azul.

Após a foz do Tapirapé, o Itacaiúnas irá receber pela sua margem direita as águas do Parauapebas, seu principal afluente. Já fora do município, o Itacaiúnas recebe o Rio Vermelho (margem direita), atravessa Marabá e vai desembocar no Tocantins.

O Parauapebas é formado pela junção do Ribeirão do Caracol e do córrego da Onça. Sempre correndo na direção Sul-Norte, recebe pela margem esquerda os rios Córrego da Goiaba, Rio Sossego, Igarapé da Gal, Rio Gelado e Rio Sapucaia. Pela margem direita recebe os rios Plaquê e Verde, Igarapé Ilha do Coco (que banha o Rio Verde) e os rios Novo e Caracol (não confundir com o Ribeirão Caracol que é um dos formadores do Parauapebas). O Rio Parauapebas também é conhecido como Rio Caracol ou Rio Plaquê em seu alto curso até a foz do Sossego, e como Rio Branco, em seus cursos médio e baixo, após a foz do Sossego.

Tanto o Rio Itacaiúnas quanto o Parauapebas, só são navegáveis por pequenos barcos em trechos freqüentemente interrompidos por corredeiras e pequenas cachoeiras, que se agravam quando os níveis de suas águas baixam. O regime desses rios como o de todos os seus afluentes, varia em função das chuvas (dezembro a abril/maio). A vazão torna-se evidente na época das chuvas.

A região das serras apresenta formação de pequenas lagoas, depósito de chuvas, em terreno relativamente impermeável. Essas lagoas situam-se em pequenas depressões situadas nos topos das serras.

EXTENSÃO TERRITORIAL
Quando da sua criação em 10 de maio de 1988, o município de Parauapebas ocupava uma extensão territorial de 17.722,3 Km2, segundo o "Anuário Estatístico do Estado do Pará" (1990). Após sofrer o primeiro desmembramento para a criação do município de Água Azul do Norte, foram desmembrados do seu território 7.658,7 Km2. Recentemente foi desmembrada do Município a área do Cedere II, onde foi criado o novo Município de Canaã dos Carajás.

Assim sendo, restam ao município hoje apenas 6.927,9 Km2 dos quais a CVRD e os índios Xicrins do Cateté, juntos, e o Governo Federal, através de projetos de preservação ambiental (APA, Rebio e Flonata) detêm a concessão de 90% do total dessa área.

POPULAÇÃO
A população recenseada do município é de 101.440 (cento e um mil, quatrocentos e quarenta) habitantes e a taxa de crescimento anual oscila entre 13% e 18%, estando, atualmente em 17%. A área urbana concentra 54.729 habitantes em 12.565 edificações. A população recenseada do município é de 101.440 (cento e um mil, quatrocentos e quarenta) habitantes e a taxa de crescimento anual oscila entre 13% e 18%, estando, atualmente em 17%. A área urbana concentra 54.729 habitantes em 12.565 edificações.


Do total de habitantes, 4.839 residem no Núcleo Urbano da CVRD, na Serra dos Carajás.

POPULAÇÃO ESCOLAR
O município contava com 5.740 alunos na rede escolar municipal até 1994. No ano de 1995, este número saltou para 14.517 alunos na mesma rede, que contava em ano de 1995 com 112 escolas na rural e 09 na zona Urbana. A rede estadual, por seu lado, atende 4.983 mil alunos e a rede particular conta com dez estabelecimentos de ensino registrados, sendo a escola Método, Pitágoras, a Fênix e o Sementinha as maiores da rede particular. Esta rede, no total, atende a 5.500 alunos, estatísticas do ano de 1995. Atualmente as escolas Método e Pitágoras passaram p/ a rede estadual. Portanto até aquele ano a população escolar era de 25.000 alunos, e os cursos que o município oferece vão da Pré-escola até o 3º Grau, extensão da UFPa, que atende na área de Pedagogia.

ECONOMIA
Parauapebas situa-se no centro da mais rica província mineral do mundo, onde a ocorrência dos mais diversos minérios, metais e pedras já está registrada pelos serviços de geologia, e ainda continuam sendo registrados.

Por isso, a exploração mineral é sua principal fonte econômica. Situam-se no município grandes empreendimentos na área de mineração, especialmente os da CVRD como o ferro de Carajás, o ouro do Igarapé Bahia, e o manganês do Azul.

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